Sob meu ponto-de-vista
 
Liliana, casada, 3 filhos, louca por um neto.
Meu perfil foi traçado a partir do ponto-de-vista dos meus amigos, retirado dos seus comentários, eh eh:
  • MODESTA
  • pessoa maravilhosa
  • mãezona
  • mulher moderna, forte e atuante
  • autêntica,sensível, amorosa
  • forte e firme sem perder a doçura
  • sempre conselheira, amiga
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    Na aridez do cerrado...



    Escrito por Liliana às 18h52
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    Aquele abraço!!!

    Mas que jogão de bola, heim???

    Jogou muuuito o Brasil, não jogou não?

    Eu estou de novo indignada. Ô meu Deus do céu! Como diz o mineiro: quequéisso????

     

    Não tenho muito pra falar não. Também falar o quê???

     

    Só mesmo uma sugestãozinha:

    “– Ô Dungaaaaaa! Pega este time seu, mas é todo mesmo, o povo do banco, os titulares, junta todo mundo e forma uma seleção de tênis de mesa.

    Porque eu vou te dizer uma coisa companheiro. O tamanho da bolinha que estes marmanjos estão jogando está mais pra tênis de mesa. E quem sabe com a mão eles não se saem melhor, heim?

    E é capaz de nem tênis de mesa eles darem conta. Porque pra jogar tênis de mesa o povo tem que ficar pulando pra cá e pra lá, e nem pra saírem do lugar eles têm ânimo....”

     

    O bonito mesmo do jogo foi o abraço fraternal, consolador e solidário que o Messi deu no Ronaldinho Gaúcho que não fez P@&*# nenhuma.

     

    “Encosta no meu ombro e chora....”

     



    Escrito por Liliana às 12h08
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    Desabafo

    Eu tô desde cedo louca pra sentar aqui e extravasar a minha raiva. Mas só agora é que eu tive tempo pra isto. Passei o dia todo com este troço remoendo dentro de mim.

    Eu tô indignada.

    Como é que pode, numa Olimpíada, dita a maior da história, o povo perder a vara de saltar de uma atleta???

    Isto não acontece nem em gincana de colégio de menino pequeno, gente!

    Eu achei um absurdo.

    E vocês viram o desespero da coitadinha da Fabiana procurando a bendita da vara naquele monte de varas?

    Imaginem o emocional desta moça como ficou? Eu tinha sofrido um piripaco ali mesmo...

    Se eu fosse ela, não saltava nem amarrada. Só se algum daqueles brutamontes que ficam arremessando bola, me arremessasse e eu voasse pelos ares.

    Quê que é isso!!! Eu fiquei danada da vida. Vocês não ficaram não?

    E ela ainda conseguiu segurar a onda e ainda pulou. Eu admiro o controle emocional deste povo, viu? Eu não dava conta messsmo. Ia era criar a maior quizumba naquele estádio.

    Disse a Fabiana que não volta à China nunca mais. Eu dou toda razão pra ela. É muita sacanagem. E muita desorganização. Um absurdo para o tamanho que é o evento.

    Pronto. Desabafei....

     

    Agora vem a parte legal!

     

    Que tal o Dunga dar um jeito de “boicotar”, vestir a roupa da seleção na Marta e na Cristiane, mandar as duas rasparem a cabeça e botar as meninas pra jogar na seleção masculina de futebol, heim?

    Ia ser bom, não ia não?

    Que coisa mais gostosa é ver aquelas meninas jogando. Elas podem nem ganhar o ouro, mas que elas jogam futebol, ah isto elas jogam mesmo!!! E jogam com raça, com vontade de vencer, sem estrelismo. Bom demais da conta! Eu hoje até cheguei atrasada na academia porque tava vendo o jogo delas.

    Eu cheguei lá toda alegrinha, mas o povo ainda estava na tristeza por conta do Diego Hipólito. Sacanagem, não foi não?

    Diz Wayne que este tipo de esporte tinha que ter duas chances. Ele acha que no futebol, no vôlei você erra uma vez, mas conserta na outra.

    Na ginástica é “bateu, valeu”. Não tem jeito de arrumar nada.

    E lá se vão não sei quantos anos de treinamento intenso, privações de tudo que é tipo para se dedicar somente à ginástica e na hora “H”, a coisa dá errada.

     

    Não dá para acreditar mesmo. O Diego tem toda razão...

     

     

     



    Escrito por Liliana às 19h10
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    Ô vozinha chata!!!

     

    Gente do céu!

    Eu arrumei tanta coisa pra fazer que não tenho tido tempo de escrever pra vocês. E o pior é que eu fico com uma dor na consciência danada. Afinal eu tenho aí uns leitores que não deixam nunca de passar por aqui pra ver se tem alguma coisa nova e nada... Aí me cobram pelo email...

    Mas eu vou ver se me organizo melhor e escrevo mais, tá certo?

    É que eu ainda estou meio atrapalhada com os horários. Eu acho que as coisas vão entrando nos eixos com o passar dos dias.

     

    Nem da Olimpíada eu tenho falado, né?

    E olha que eu adoro esportes.

    Mas esta Olimpíada tá meio complicada pra mim.

    Quando os jogos são de noite lá, são de manhã aqui e eu estou fazendo ginástica (malhando...). Não dá pra ver.

    Quando os jogos são de manhã lá, são de noite aqui e eu, como diz minha mãe, durmo com as galinhas...

    Tá complicado. Quando dá eu vejo as reprises. Mas eu não gosto não. Gosto de ver ao vivo mesmo.

     

    Como as minhas grandes paixões são o futebol e o vôlei, tá indo tudo bem.

    Eu só acho que na seleção de futebol, eles bem que podiam fazer um “mix”, vocês não acham não?

    Pegava umas meninas do futebol feminino, que estão jogando um bolão, e punha no lugar de uns “marmanjos” que a gente nem escuta o nome deles no jogo.

    Eu acho que daria certo. Sei não!!!

     

    Mas hoje eu pude ver o jogo da seleção masculina de vôlei, ver o meu “ídolo”, o Giba, e torci que nem uma desesperada.

    Ganharam. Foi legal!

    Depois eu vi o jogo de vôlei de praia do Emanuel e do Ricardo, que pra mim tá tudo trocado. O Ricardo tem cara de Emanuel e o Emanuel tem cara de Ricardo.

    Wayne fala pra mim:

    “– Este seu Emanuel (o Ricardo) podia enfiar a mão com vontade, ao invés de ficar dando estas largadinhas!!! Isto é coisa de moça!!! Olha o tamanho do braço deste cara!?!?!”

    Que sufoco. Meu Deus do céu. Mas conseguimos. Foi barra, não foi não?

     

    Mas o bom mesmo foi o jogo da seleção masculina de futebol contra Camarões. Eles são irritantes, né? Eu acho.

    Estamos nós assistindo o jogo: Wayne, eu, Vitória e João Vitor.

    Aqui em casa a gente quase não vê nada na Globo. Nem o futebol. Assim o nome do Galvão Bueno é muito pouco citado e o João Vitor nem sabe quem é.

    Aí o Brasil faz o primeiro gol na prorrogação (ô vergonha!!!) e o Galvão começa com aquele falatório dele sem fim, e aquela gritaria que todo mundo conhece.

    Ai se vira o João Vitor pensando em voz alta:

     

    “– Credo!!! Mas esse cara tem uma voz tããã chata....”



    Escrito por Liliana às 12h00
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    WHAT???

    CA RA CA!!!!!

    Minha nossa! Estou aqui nem sei como...

    Os bracinhos doces e as perninhas moídas.

    Fui fazer a tal da “POWER LOCAL”.

    No caminho eu ia pensando: o que será que tem esta aula para ter este nome: Power Local.

    NA DA!!! Mas não tem nada mesmo de diferente das aulas que eu já cansei de fazer de GINÁSTICA LOCALIZADA.

    É uma pauleira só. Acho que agora eu acertei em cheio no que minha psiquiatra e a minha terapeuta queriam. Ô louco!!!

     

    Mas enquanto eu apertava a caneleira com um bendito de um peso na minha canela, eu me lembrei da minha mãe.

    Eu nem sei se já contei isto pra vocês. Já escrevi taaanta coisa neste meu blog, e já falei taaanto da minha vida aqui, que nem sei...

     

    Se já contei, pulem o post e aguardem pelo próximo.

     

    Um dia eu estava indo de carro com minha mãe de onde moro para o Plano Piloto e senti minha mãe um tanto ao quanto caladinha e olhando só pro lado da janela do carro.

    Eu estava achando aquilo muuuito esquisito, porque minha mãe (graças a Deus) fala que nem papagaio. Só pára para engolir a saliva. Isto quando ela não engasga com ela.

    E tamos nós indo naquele silêncio mais estranho do mundo, quando ela se virou pra mim e disse o seguinte:

     

    – HUM!!! Eu acho este povo muito metido à besta.

    – Quê que foi mãe? Que povo?

    – Eu não sou lá muito estudada não. Mas também não sou analfabeta. E tem hora, como agora por exemplo, lendo estes anúncios na rua, que eu me sinto completamente analfabeta dentro do meu próprio país.

    Pra quê que este povo escreve tanta M@%¨* em inglês, se a gente fala é português, heim minha filha????

     

     

    “ Pois é mãe! Você tá coberta de razão. E hoje a sua filhotinha aqui foi fazer uma tal de POWER LOCAL, que trocando pelo nosso bom português é aquela aula de GINÁSTICA LOCALIZADA que a senhora adorava fazer ao ar livre quando morava por aqui.... Aqueeela aula que a gente sai dela parecendo que passou por uma máquina de moer cana... Sabe qual???”

     

     



    Escrito por Liliana às 15h00
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    Tudo ZEN...

    Gente, até que eu estou indo mais ou menos!!!

     

    Juro pra vocês que pensei que eu fosse pirar de vez. Pirar de vez quer dizer que eu ia piorar a piração já instalada em mim, e não teria Tarja Preta, Yoga, meditação, relaxamento que desse jeito.

    Mas tô indo bem.

    A ansiedade deu uma baixada legal!

    Não sei o quê que aconteceu.

    Pode ser que sejam os exercícios físicos, pode ser a massagem bioenergética, pode ser a “uma hora” de relaxamento, ou a “uma hora” de meditação, ou as sessões de exercícios bioenergéticos, ou os florais que a terapeuta da Bio me dá... sei lá eu. Só sei que deu uma baixada razoável.

     

    Mas meus dias andam cheios, gente.

    Acordo, medito e vou pra academia.

    Não contei pra vocês do spinning, né? Me saí razoavelmente bem. Cheguei viva no final da aula com o coração batendo na garganta. O trocinho é puxado e deu uma travada aqui na minha coxa direita (tá travada até hoje). Gostei muito não. Gosto de coisas mais leves...

    Amanhã vou fazer uma aula de localizada. Vamos ver se vou gostar.

    Não pensem vocês que eu vou continuar fazendo esta porrada de coisa na academia, que não vou não. É que estou fazendo todas as aulas para eu optar com quais ficarei.

    A puxação de ferro eu nem passo perto. Está completamente descartada dos meus planos.

     

    Bem... aí eu chego da academia e vou arrumar minha casa. A Rosa está amando esta minha aposentadoria...

    Varro, passo pano, tiro poeira e etc. etc. etc. Hoje foi dia de encerar os quartos e a sala de televisão. A casa tá cheirosinha!!!!

     

    Aí, depois que termino meus afazeres domésticos, busco Vitória e João Vitor no colégio, tomo meu banho, almoço e vou pra minha “uma hora” de relaxamento.

    Sempre emendo com uma dormidinha. É bom, né??? Eu gosto de uma dormidinha depois do almoço.

     

    Depois que acordo alguma coisa eu tenho sempre pra fazer. Ou é a aula de tapeçaria (já estou fazendo meu primeiro tapete). Diz a Luana pra mim:

    – Ih!!! Isto vai demorar, né?

    – Olha filhota, se eu não parar no meio dele, largar pra lá, e começar aula de pintura de porcelana, é capaz de não demorar muito não, viu?

     

    Mas se não vou para a aula de tapeçaria, ou eu tenho massagem, ou tenho sessões dos exercícios bioenergéticos.

    Assim tenho ocupado todos os meus dias.

    Não tenho tido tempo nem de ler meus emails.

    Pra escrever hoje pra vocês, eu tiver que pular meu soninho de depois do almoço.

     

    E assim estou começando a perder o medo de ficar sem fazer nada e me deprimir.

    Eu acho que não vai dar tempo de depressão não.

     

    Tudo que eu disse pra vocês aí em cima, é seguindo orientações dos meus médicos, para não ficar ansiosa, ficar relaxada, e desfrutar do privilégio de não precisar fazer nada... Só se eu quiser.

     

    Calminha até que eu tô.

    Estava hoje varrendo a casa, depois de meia hora de meditação (hoje não fui na academia por conta da coxa travada) e falei pra mim mesma:

     

    – Se eu não me cuidar, qualquer dia quando Wayne chegar do trabalho à noite, a casa vai estar a maior zona do mundo e eu invés de dizer “Oi Preto!” eu só vou conseguir falar:

    OHMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM

     

     



    Escrito por Liliana às 15h47
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    Você é linda e sabe viver!!!

     

    Hoje é aniversário da minha pequerrucha, que pra mim não cresce nunca, e continua sendo a minha “Flor de Maracujá”.

     

    A Luana é uma leonina genuína. Nasceu pra brilhar. E assim ela começou a comemorar seu aniversário sábado, rodeada de amigos, de parentes, flashes de máquina pipocando pra tudo que é lado, e só vai terminar na terça feira numa casa de samba. Acreditam? Isto se terminar na terça, né Lu?

     

    Minha linha.

    Acordei hoje pensando mais ainda em você. Revivi sua chegada a este mundo, e como não podia te dar um abraço bem apertado, “uma chuva de beijos” e te dizer o quanto você é importante pra mim, do quanto eu amo você, sentei em frente do meu altarzinho, agradeci pela sua existência, pelo seu colo, pelas suas mãos que afagam meus cabelos e pelas broncas que me “fazem ficar de pé”.

    Pedi a todos os Seres Iluminados que iluminem seu caminho, que estejam sempre ao seu lado e que te ajudem a ser sempre muito feliz.

    Feliz aniversário meu amor!

    Eu amo muito você.

     

    Se eu fosse poeta, eu é quem teria feito esta música, e dedicado a você.

    Porque você é linda, é forte, sabe viver e me faz feliz...

     



    Escrito por Liliana às 07h37
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    Obrigada Papai!

    Meu pai não está mais aqui comigo. Partiu há 5 cinco anos.

    Mas ele continua muito presente em minha vida.

     

    Papai não era um homem de demonstrar afetos com abraços, beijos ou palavras. Tinha lá seu jeito muito especial de dizer “você é importante pra mim”.

    Era uma sacola com ovos, um queijo, uns pés de alface ou um mooonte de laranjas que ele trazia da fazenda, e deixava na cozinha sem eu perceber.

    Eu achava muita graça neste jeito dele. Ria sozinha e dizia em voz alta: “ê pai!!!”

    Também não cobrava agradecimentos. E nem gostava muito. Às vezes eu ligava pra agradecer e ele desconversava ou dizia:

    “– Laranjas? Que laranjas? Eu nem fui na fazenda hoje!!!”

     

    Papai não era um homem culto, não estudou muito, mas era um homem muito inteligente. Saiu de casa muito novinho e se virou sozinho neste mundão de meu Deus.

    Eu me orgulho muito dele, porque mesmo assim, lutando sozinho, ele deu conta de criar os quatro filhos, nos dar conforto, boa educação e, ao seu modo, nos dar amor.

     

    O traço mais marcante pra mim da personalidade de papai era sua coragem. Não se abatia nunca. Se perdia, começava tudo de novo. Não abaixava a cabeça diante de nenhum problema.

    Só vi meu pai amargurado quando ele adoeceu e não “deu conta” de vencer a doença.

     

    Toda vez que eu me sinto muito triste, desencantada, sem esperança, com vontade de desistir de tudo, fecho meus olhos e sinto o abraço apertado do meu pai, menos carinhoso e mais encorajador, e ouço sua voz ao meu ouvido:

    “– Força filha. A vida continua e você precisa viver.”

    Quando me sinto sozinha, e têm momentos em que eu me sinto muito só, esteja eu onde eu estiver, fecho meus olhos, “deito no seu colo” e sinto sua mão pesada sobre as minhas costas.

     

    Hoje eu acordei e fiquei um pouquinho na cama conversando com meu pai.

     

    “Sabe pai? Além da força Divina que eu acho existe dentro de todos nós, existe dentro de mim uma outra força.

    Eu aprendi com o senhor, que ser forte não é não chorar quando estamos tristes, não é esconder dos outros os nossos sentimentos, não é fazer de conta que estamos muito bem quando nossa alma está triste, não é não reconhecermos todas as nossas fraquezas.

    Eu aprendi com o senhor que a gente vence nossos medos, nossas tristezas, nossas dificuldades, olhando de frente pra eles, reconhecendo que “perdemos”, mas não abaixamos nossa cabeça.

    Mesmo aos prantos, com uma tristeza infinita dentro de nossa alma, estufamos nosso peito, olhamos lááá pra adiante e dizemos: “... mas eu vou dar conta...”.

     

    Obrigada papai.

    Saudades, muitas saudades...

     



    Escrito por Liliana às 09h12
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    Tempo sobrando

    Olhem que gracinha de comercial!



    Escrito por Liliana às 15h43
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    Até que enfim uma academia legal!

     

    Eu resolvi mudar de academia.

    Fui para uma maior que tem mais atividades aqui perto de casa.

    Ontem na avaliação eu falei logo pro rapazinho:

     

    – Olha, é o seguinte. Eu não estou vindo aqui para ficar sarada e parecendo coxinha de galinha. Larga em cima e fina embaixo. Eu não quero esta coisa “da hora”, a tal da musculação e nem quero ficar andando em esteira. Acho tudo isto muito solitário e muito chato. Eu quero fazer o que na minha época de moça se chamava “GINÁSTICA”. Quero atividades em grupo e que eu sinta prazer em fazê-las. Você me entendeu?

     

    – Entendi sim e tem muita coisa pra você fazer sem ser o que você chamou de coisas “da hora”.

     

    – Então tá tudo certo. Vamos lá.

     

    Hoje de manhã fui para uma aula de alongamento.

    A DO REI!!! Parecia que eu estava numa academia de balé. Alongamentos na barra, umas músicas lindas, suaves (já até pedi pro professor copiar pra mim o cd). As barras de frente pras janelas, um ventinho booom batendo no rosto da gente e uma vista linda. Eu fiquei muito feliz. Agradeci ao Universo pelo privilégio de eu estar podendo estar ali.

    Os exercícios foram puxadinhos, mas eu dei conta de fazer tudo. O professor me perguntou se eu já tinha feito balé. Aí eu me lembrei de mais uma trapalhada minha.

     

    Eu sempre fui louca por balé clássico. Não fiz quando era criança, nem mocinha.

    Já estava casada, grávida da Marília e resolvi me matricular em um curso de balé clássico para adultos no Teatro Dulcina.

    Eu e mais duas amigas.

    Adorava as aulas.

    Estava tudo indo muito bem, até que veio um tal de um festival.

    Aí o trem ficou preto.

    Eu adorava as aulas, mas nunca conseguia decorar as coreografias. Acho que devo ter algum problema mental...

    Num momento lá da coreografia que íamos apresentar, a dança era em duplas.

    Eu fiquei com uma das minhas amigas.

    Nos ensaios até que a coisa tava indo bem.

    Chegou o dia da apresentação. Eu suava nas mãos e nos pés que nem uma maluca. Parecia até que eu ia fazer um solo ou um “pas de deux” com alguém muito famoso, no Teatro Municipal.

    Quando chegou a hora de eu entrar no palco para dançar com a tal amiga foi um fiasco...

    Sabe quando parece que passa um espanador na sua cabeça, espana tudo que tem lá dentro, e tudo fica completamente branco?

    Pois foi o que aconteceu comigo.

    Deu um branco total e eu fiquei que nem um poste, parada no meio dos outros bailarinos.

    Minha amiga sacudia minha mão e me dizia baixinho:

     

     Lili? Você está bem? Quê que houve? Bora... dança aí porque eu quero dançar...

     

    Eu olhei pra ela e as duas caíram na maior gargalhada.

    Dançamos. Ela me puxava e eu ia junto, sem ter a menor noção do que eu estava fazendo.

    Ô agonia!!! Até que vieram os aplausos e a dança acabou.

    O agradecimento eu fiz direitinho. Parecia a Ana Botafogo...

     

    Mas voltando à academia. A aula foi ótima e no final o professor ainda faz uma massagem com os pés nas costas da gente. MA RA VI LHO SA!!!

     

    Eu acho que não é bem este tipo de exercício que minha médica quer que eu faça não. É alguma coisa mais agitada. Pra eu suar bastante.

    Mas deixa estar.

    Amanhã é dia de SPINNING....

    Será que vai dar?

    Eu vou contando...

     



    Escrito por Liliana às 12h39
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    Aprendendo a "só viver"

     

    Olá meus amigos!

    Dei uma folgona pra vocês, não foi não?

    Vocês se lembram que eu contei que a Luana entrou no meu trabalho e me disse que ia me expulsar de lá?

    Pois não é que me expulsou mesmo?

    Na mesma semana chego eu pra trabalhar e recebo a notícia que meu contrato terminaria dia 31 de julho e não ia mais ser renovado. O meu e o de todo mundo que trabalhava no mesmo projeto que eu. O projeto terminou. Só que todo mundo estava esperando este final de contrato em dezembro.

    Agora vejam vocês como minha cabeça é uma doideira.

    Durante estes últimos seis meses eu estava louca pra sair de lá, porque não tinha nada pra fazer e eu passava 8 horas por dia sem fazer absolutamente nada, dentro de uma sala, sem ver a luz do sol e ainda por cima com um ar condicionado zuando no meu ouvido e entupindo meu nariz...

    Era pra eu estar agora na maior felicidade do mundo, não é não?

    Hum!!!!

    A ansiedade bateu mais forte do que já é.

    Meu Deus do céu, o que fazer com este monte de horas na minha frente???

    Ô gente! Parece brincadeira, mas fiquei tão mal que não conseguia nem escrever no blog.

    E ainda estou muito ansiosa.

    Diz minha psiquiatra que ansioso tem que ter rotina. Ele não sabe viver de papo pro ar, deixando as coisas acontecerem. As mãos suam, os pés também, a cabeça vira uma doideira e o peito aperta. Ela sabe das coisas, porque é assim que eu estou.

    Então, eu estou arranjando uma rotina pra mim.

    Na parte da manhã tá fácil. Levanto, tomo meu café, medito por meia hora, ligo o rádio bem alto e vou cuidar da casa. Varrendo e dançando que é pra ver se o peito solta...

    Dou uma parada de vez em quando pra tomar um chá que a Rosa prepara pra mim. Todas as ervas calmantes que vocês já ouviram falar. Tudo misturado. E aí eu vou tomando no lugar da água... Ô dificuldade!

    De tarde ainda tá complicado, mas eu estou dando uma olhada nas coisas que dá pra eu fazer.

     

    Às segundas de tarde já estão ocupadas. Vou fazer a terapia dos exercícios bioenergéticos. Só que agora vou no meio da tarde. Às quatro horas.

     

    Diz a Luana pra mim:

    – Do jeito que você é ansiosa eu tenho certeza que às duas você já vai estar pronta, e ansiosa esperando a hora de sair de casa...

    A Lu é que nem minha médica. Sabe das coisas, né Lu?

     

    E assim meus queridos leitores e amigos, estou eu à cata de coisas para preencher esta quantidade de horas que tem os dias. Êta dias compridos...

    Mas eu acho que estou entrando nos eixos.

    Pelo menos hoje já dei conta de baixar um pouco a ansiedade e escrever um pouquinho aqui no blog.

    Estava com saudades de vocês.

    Se eu der uma sumidinha de vez em quando é porque o “bicho tá pegando”...

    Ah sim! Podem me dar sugestões do que fazer, que eu estou aceitando, tá legal?

    Só não vale me mandar ir passear no shopping, porque aí é demais pro meu gosto...

     

     

     



    Escrito por Liliana às 11h13
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    Complexidade ou chatice feminina?

     

     

    Eu recebi esta mensagem do Wayne. Ele passou prum monte de gente. Eu li e achei que o título da mensagem não devia ser "complexidade feminina", porque neste caso específico, a mulher era é uma chata e não complexa.

     

    E vocês acreditam que teve gente que me achou parecida com a "mulher complexa"?

     

    Mas eu não acreditei não. Eu acho que foi brincadeirinha!!!!

     

    Só se Wayne estiver encaixado em alguma coisa tipo "Masoquismo masculino"...

     

    "Complexidade feminina!

    (Luis Fernando Veríssimo)


    "M - Onde você vai?
    H - Vou sair um pouco.
    M - Vai de carro?
    H - Sim.
    M - Tem gasolina?
    H - Sim... coloquei.
    M - Vai demorar?
    H - Não... coisa de uma hora.
    M - Vai a algum lugar específico?
    H - Não... só rodar por aí.
    M - Não prefere ir a pé?
    H - Não... vou de carro.
    M - Traz um sorvete pra mim!
    H - Trago... que sabor?
    M - Manga.
    H - Ok... na volta eu passo e compro.
    M - Na volta?
    H - Sim... senão derrete.
    M - Passa lá, compra e deixa aqui.
    H - Não... melhor não! Na volta... é rápido!
    M - Ahhhhh!
    H - Quando eu voltar eu tomo com você!
    M - Mas você não gosta de manga!
    H - Eu compro outro... de outro sabor.
    M - Aí fica caro... traz de cupuaçu!
    H - Eu não gosto também.
    M - Traz de chocolate... nós dois gostamos. >
    H - Ok! Beijo... volto logo...
    M - Ei!
    H - O que?
    M - Chocolate não... Flocos...
    H - Não gosto de flocos!
    M - Então traz de manga prá mim e o que quiser prá você.
    H - Foi o que sugeri desde o começo!
    M - Você está sendo irônico?
    H - Não... tô não! Vou indo.
    M - Vem aqui me dar um beijo de despedida!
    H - Querida! Eu volto logo... depois.
    M - Depois não... quero agora!
    H - Tá bom! (Beijo.)
    M - Vai com o seu ou com o meu carro?
    H - Com o meu.
    M - Vai com o meu... tem cd player... o seu não!
    H - Não vou ouvir música... vou espairecer...
    M - Tá precisando?
    H - Não sei... vou ver quando sair!
    M - Demora não!
    H - É rápido... (Abre a porta de casa.)
    M - Ei!
    H - Que foi agora?
    M - Nossa!!! Que grosso! Vai embora!
    H - Calma... estou tentando sair e não consigo!
    M - Porque quer ir sozinho? Vai encontrar alguém?
    H - O que quer dizer?
    M - Nada... nada não!
    H - Vem cá... acha que estou te traindo?
    M - Não... claro que não... mas sabe como é?
    H - Como é o quê?
    M - Homens!
    H - Generalizando ou falando de mim?
    M - Generalizando.
    H - Então não é meu caso... sabe que eu não faria isso!
    M - Tá bom... então vai.
    H - Vou.
    M - Ei!
    H - Que foi, cacete?
    M - Leva o celular, estúpido!
    H - Prá quê? Prá você ficar me ligando?
    M - Não... caso aconteça algo, estará com celular.
    H - Não... pode deixar...
    M - Olha... desculpa pela desconfiança... estou com saudade... só isso!
    H - Ok meu amor... Desculpe-me se fui grosso. Tá.. eu te amo!
    M - Eu também!
    M - Posso futricar no seu celular?
    H - Prá quê?
    M - Sei lá! Joguinho!
    H - Você quer meu celular prá jogar?
    M - É.
    H - Tem certeza?
    M - Sim.
    H - Liga o computador... lá tem um monte de joguinhos!
    M - Não sei mexer naquela lata velha!
    H - Lata velha? Comprei pra a gente mês passado!
    M - Tá.. ok... então leva o celular senão eu vou futricar...
    H - Pode mexer então... não tem nada lá mesmo...
    M - É?
    H - É.
    M - Então onde está? >
    H - O quê?
    M - O que deveria estar no celular mas não está...
    H - Como!?
    M - Nada! Esquece!
    H - Tá nervosa?
    M - Não... tô não...
    H - Então vou!
    M - Ei!
    H - Que ééééééé?
    M - Não quero mais sorvete não!
    H - Ah é?
    M - É!
    H - Então eu também não vou sair mais não!
    M - Ah é?
    H - É.
    M - Oba! Vai ficar comigo?
    H - Não vou não... cansei... vou dormir!
    M - Prefere dormir do que ficar comigo?
    H - Não... vou dormir, só isso!
    M - Está nervoso?
    H - Claro, porra!!!
    M - Por que você não vai dar uma volta para espairecer?"

     



    Escrito por Liliana às 11h06
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    Tirando proveito da situação

    Semana passada eu contei aqui pra vocês que Luana chegou no meu local de trabalho para me expulsar de lá, não foi?

    Pois é.

    Isto só aconteceu porque a figurinha aqui não se decide nunca, se vai ou se não vai cuidar do jardim da sua casa.

    Idade, eu já tenho de sobre para estar em casa e fazendo coisas mais agradáveis do que vim trabalhar e não  ter quase nada pra fazer, porque o programa no qual eu trabalho está sendo finalizado. É triste...

    Mas acho que já resolveram o meu impasse por mim. Depois eu conto...

     

    Me disse outro dia minha terapeuta com quem faço exercícios bioenergéticos (eu me meto em tudo):

     

    – Mas porque você não para de trabalhar e vai fazer Yoga, natação, passear no parque, andar de bicicleta, botar flores nas jarras de sua casa, ir mais ao cinema, ler mais...

    – Porque eu não gosto muito de sair de casa, e tenho medo de ficar em casa sem fazer nada e me deprimir.

    – Mas você está fazendo o quê no seu trabalho??????????

    – Ééééé!!!

     

    Pois então, falei também que esta história de ficar muito tempo "na ativa" e começar a trabalhar com os filhos dos nossos amigos é uma coisinha complicada!!!

     

    Aí, um leitor deixou o seguinte comentário para mim. (para quem não tem o hábito de ler comentários. Os menos curiosos.)

     

     

    "Pois é, Liliana, um dia encontrei uma pessoa também inconformada com as andanças do tempo. Estava numa fila do Correio e uma senhora, grisalha e ainda muito bonita, entrou atrás de mim. Lembrei-lhe que poderia valer-se caixa preferencial, etc, etc. Ela me respondeu sorrindo: ainda resisto e não passo recibo ao tempo atrevido que insiste denunciar a idade que finjo não ter."

     

    Eu respondi pra ele com uma historinha que me lembrei na hora que li o comentário.

    Vou contar pra vocês também:

     

    Eu tenho uma amiga que deve ter aí estourando uns 50 anos. Mas já está com os cabelos bem grisalhos. Problema de pigmentação... Os meus são inteirinhos brancos. Ela tem um filha 11 aninhos.

    Foram as duas pro cinema.

     

    Na fila do cinema a filha se vira pra ela e diz:

    – Credo mãe! Pinta este cabelo! Ele está todo branco!!!

     

    Ela para a filha:

    – Ihhhh!!! Você acabou de me dar uma grande idéia!!!

     

    Na bilheteria do cinema.

    – Moço? Por favor. Maior de 60 anos de idade também paga meia?

    – Paga sim senhora.

    – Então, por favor, me dê duas meias....



    Escrito por Liliana às 10h32
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    Algemas da vergonha

     

    Artur Xexéo

     

    De todas as fotos do pessoal do high society que ultimamente andou entrando e saindo da cadeia, a que mais me impressionou foi a de Celso Pitta. Não sei se vocês repararam. O ex-comparsa de Paulo Maluf estava com os braços estendidos, as mãos juntas e um casaquinho sobre as mãos.

    Num primeiro momento achei que era merchandising. Que Pitta, que como todo mundo sabe, depois de ouvir na televisão as gravações do grampo de seu telefone, que sem cem mil dólares não consegue pagar as contas de fim do mês, estivesse  descolando um troco para divulgar uma nova marca de cashmere ou ressuscitar o velho Ban-lon. Ingênuo, custou a cair-me a ficha: Pitta escondia as algemas.

     

    Essa gente é engraçada. São acusados de desviar verbas públicas para suas contas bancárias particulares, de manter dinheiro ilegal em paraísos fiscais no exterior, de sonegar imposto de renda... Nada os envergonha. Mas aparecer no jornal algemados, nem pensar. Isso sim é vexame.

     

    Algema, na cabeça deles, é coisa de pobre. É para ladrões de galinha, traficantes de morro, homicidas apanhados em flagrante. Crimes de colarinho branco merecem mais respeito. Afastem as algemas, por favor. >

     

    O assunto voltou à baila com o pedido de habeas corpus impetrado pelo advogado de Salvatore Cacciola quando o ex-banqueiro estava para chegar ao Brasil diretamente de uma prisão de segurança máxima de Mônaco. Se concedido, o instrumento legal não permitiria que Cacciola fosse "algemado, fotografado ou colocado na traseira de um camburão". O indivíduo paga o mico de ser preso pela Interpol no elegante principado de Mônaco, mas acha que o pior de tudo é aparecer em um jornal brasileiro entrando pela traseira de um camburão. Realmente, algemas, fotos e camburões são coisas de bandido e Cacciola... ué, Cacciola não é um bandido? Foi condenado por peculato e má gestão financeira. Quem comete esses crimes é exatamente o quê?

     

    Bom, a foto que mais me chamou a atenção foi a de Pitta, mas de todas as histórias que vêm cercando o inquérito contra os acusados da semana passada nenhuma ultrapassa a que envolveu o banqueiro Daniel Dantas. A polícia encontrou, escondidos numa parede falsa de seu apartamento em Ipanema, CDs e DVDs que supostamente contêm documentos comprovando o pagamento de propinas a autoridades e o movimento de contas bancárias ilegais. Peraí, parede falsa? Mas isso existe mesmo? Pensei que era uma licença poética de filmes policiais. Detetives dando soquinhos nas paredes de gente suspeita em busca de um som que comprove que em determinado lugar a parede é oca e talvez ali esteja o cofre que contém o testamento verdadeiro, as jóias roubadas, o dinheiro falso, a droga contrabandeada...

     

    No começo da novela das oito, "A Favorita", Dódi (Murilo Benício) mantinha numa parede falsa os dólares que roubava do patrão (Mauro Mendonça). Achei exagero da ficção. Não era. Daniel Dantas faz igualzinho. Daniel Dantas é o Dódi da vida real.




    Escrito por Liliana às 10h36
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    Quanta saudade!!!

    “Existem pessoas saudáveis, alegres e bonitas que morrem cedo. Elas são Mestres disfarçados que nos ensinam a impermanência.” (Dalai Lama).

     



    Escrito por Liliana às 22h03
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