![]() |
Sob meu ponto-de-vista | ||||||||||||||
|
A medalha da superação
De todas as medalhas que o Brasil ganhou até aqui nas Olimpíadas de Pequim, a que mais mexeu comigo foi a da Maurren Maggi. Eu até acho que não é só das medalhas que o Brasil ganhou não. De todas as medalhas ganhas, esta foi a que mais me emocionou. Pra mim esta foi a “medalha-símbolo” da “volta por cima”. A medalha da superação de nossas dificuldades, de nossas frustrações, de nossas derrotas. Antes da Maurren começar a chorar emocionada ouvindo o Hino Nacional, ela abriu um sorriso olhando para a bandeira subindo. Um sorriso aberto, vitorioso mas também um sorriso muito terno. Cheio de amor. E pode ser que seja de amor pelo que ela faz, pelo Brasil, mas pra mim, cheio de amor por ela mesma. Pela sua superação, coragem e vontade de vencer. Enquanto a Maurren sorria, eu pensava comigo mesma, aos prantos, lógico: “É isso aí Maurren, abra este seu sorriso bonito e diga ao mundo com ele, que somos sim capazes de superar nossas dificuldades, nossas frustrações, nossas perdas... Só temos que ter coragem para respirar fundo, erguer nossa cabeça e enfrentar todas as nossas dificuldades com muita vontade de vencer novamente.” Parabéns a Maurren pela garra, pela coragem, pela determinação, e obrigada pelo seu sorriso forte e terno que tanto me emocionou. E enquanto isto... lá vai a seleção dos meninos do vôlei dando show. Mas também quem tem um GIBA dentro do campo passando aquela energia boa pra todo mundo, falta muito pouco pra trazer o ouro...
Escrito por Liliana às 13h08 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Uma Lição Olímpica Artur Xexéo Na última terça-feira, tomei uma decisão. Como sócio-fundador do Clube dos Insones, aquele grupo de torcedores acidentais que trocou noites sossegadas pelas transmissões ao vivo dos jogos olímpicos, resolvi que só iria dormir depois que o Brasil ganhasse alguma coisa. Comecei com a natação, 200 metros estilo borboleta. Ficamos em oitavo lugar. Passei para a final da ginástica artística feminina por equipe. Enfrentei a profunda tristeza da Jade, que dá sempre a impressão de detestar ginástica, que está fazendo aquilo por castigo, mas não usei controle remoto até se completar o quarto aparelho. Vi até uma atleta chinesa fazendo acrobacias no solo, com um tango de Gardel como música de fundo (“Por una cabeza”). O que falta para se ver numa Olimpíada? Aturei pela enésima vez a Daiane se apresentado no ritmo do “Brasileirinho”. Pra quê? Ficamos em oitavo. Agora, me explica, será que só nos resta ficar em oitavo? Os comentaristas especializados comemoram tudo. É sempre um resultado histórico. Mas... oitavo? Será que não dava para a agente entrar para a História pelo menos em sétimo? Mas não desanimei. Fui para o vôlei de praia feminino. O melhor antídoto contra depressão olímpica e baixa-estima provocada por subdesenvolvimento esportivo é uma partida de vôlei de praia. A gente ganha sempre. Pois lá estavam Ana Paula e Larissa para lavar minha alma em jogo contra uma dupla australiana. Um a zero. Tudo bem. Ana Paula ainda sente o fuso horário. Larissa está desentrosada com uma colega com quem nunca jogou. Relaxa que a gente ganha de virada. E dá-lhe “Ilariê”, aquela marchinha esquecida pela Xuxa que os DJs da China resolveram desenterrar. Dois a zero para as australianas. Perdemos no vôlei de praia? Isso está virando um pesadelo, e eu não estou nem dormindo. Sobrou o judô, e a entrada de Eduardo Santos em cena funcionou como um Perventim. Sei que deve ter um estimulante mais moderno, mas Perventim é o do meu tempo e, hoje em dia, não tenho a menor noção de qual seja o medicamento que tira o sono. De qualquer maneira, Eduardo Santo me fez arregalar os olhos (como o Perventim fazia). Ippon – sei tudo sobre ippon – num chinês com nome de cineasta contemporâneo, Yanzhou He. Mais três ou quatro lutas e Eduardo de volta. Ippon contra um venezuelano. Desafio cumprido. Duas vitórias brasileiras. Já podia dormir em paz. Já via até uma medalha de ouro na minha frente, o que era muito em relação ao judô, que, de acordo com os comentaristas, está fazendo História, mas com uma coleção de medalhas de bronze. De manhã cedinho, a tempo de pegar o futebol, fui para a Internet atrás de informações sobre o resto da madrugada. E não é que o judoca-perventim perdeu? E na repescagem? Como é que, de dois ipoons, o sujeito me foi parar na repescagem? O que aconteceu enquanto eu dormia? Moral da história: qualquer cochilo pode ser fatal. Não se pode dormir enquanto o Brasil está no tatame. Escrito por Liliana às 13h23 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Na aridez do cerrado... ![]() Escrito por Liliana às 18h52 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Aquele abraço!!!
Mas que jogão de bola, heim??? Jogou muuuito o Brasil, não jogou não? Eu estou de novo indignada. Ô meu Deus do céu! Como diz o mineiro: quequéisso???? Não tenho muito pra falar não. Também falar o quê??? Só mesmo uma sugestãozinha: “– Ô Dungaaaaaa! Pega este time seu, mas é todo mesmo, o povo do banco, os titulares, junta todo mundo e forma uma seleção de tênis de mesa. Porque eu vou te dizer uma coisa companheiro. O tamanho da bolinha que estes marmanjos estão jogando está mais pra tênis de mesa. E quem sabe com a mão eles não se saem melhor, heim? E é capaz de nem tênis de mesa eles darem conta. Porque pra jogar tênis de mesa o povo tem que ficar pulando pra cá e pra lá, e nem pra saírem do lugar eles têm ânimo....” O bonito mesmo do jogo foi o abraço fraternal, consolador e solidário que o Messi deu no Ronaldinho Gaúcho que não fez P@&*# nenhuma. “Encosta no meu ombro e chora....”
Escrito por Liliana às 12h08 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Desabafo
Eu tô desde cedo louca pra sentar aqui e extravasar a minha raiva. Mas só agora é que eu tive tempo pra isto. Passei o dia todo com este troço remoendo dentro de mim. Eu tô indignada. Como é que pode, numa Olimpíada, dita a maior da história, o povo perder a vara de saltar de uma atleta??? Isto não acontece nem em gincana de colégio de menino pequeno, gente! Eu achei um absurdo. E vocês viram o desespero da coitadinha da Fabiana procurando a bendita da vara naquele monte de varas? Imaginem o emocional desta moça como ficou? Eu tinha sofrido um piripaco ali mesmo... Se eu fosse ela, não saltava nem amarrada. Só se algum daqueles brutamontes que ficam arremessando bola, me arremessasse e eu voasse pelos ares. Quê que é isso!!! Eu fiquei danada da vida. Vocês não ficaram não? E ela ainda conseguiu segurar a onda e ainda pulou. Eu admiro o controle emocional deste povo, viu? Eu não dava conta messsmo. Ia era criar a maior quizumba naquele estádio. Disse a Fabiana que não volta à China nunca mais. Eu dou toda razão pra ela. É muita sacanagem. E muita desorganização. Um absurdo para o tamanho que é o evento. Pronto. Desabafei.... Agora vem a parte legal! Que tal o Dunga dar um jeito de “boicotar”, vestir a roupa da seleção na Marta e na Cristiane, mandar as duas rasparem a cabeça e botar as meninas pra jogar na seleção masculina de futebol, heim? Ia ser bom, não ia não? Que coisa mais gostosa é ver aquelas meninas jogando. Elas podem nem ganhar o ouro, mas que elas jogam futebol, ah isto elas jogam mesmo!!! E jogam com raça, com vontade de vencer, sem estrelismo. Bom demais da conta! Eu hoje até cheguei atrasada na academia porque tava vendo o jogo delas. Eu cheguei lá toda alegrinha, mas o povo ainda estava na tristeza por conta do Diego Hipólito. Sacanagem, não foi não? Diz Wayne que este tipo de esporte tinha que ter duas chances. Ele acha que no futebol, no vôlei você erra uma vez, mas conserta na outra. Na ginástica é “bateu, valeu”. Não tem jeito de arrumar nada. E lá se vão não sei quantos anos de treinamento intenso, privações de tudo que é tipo para se dedicar somente à ginástica e na hora “H”, a coisa dá errada. Não dá para acreditar mesmo. O Diego tem toda razão...
Escrito por Liliana às 19h10 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
||||||||||||||